chuva

Por Nilo Tardin

Ainda em recuperação do desastre causado pelas enchentes de dezembro do ano passado quando três pessoas morreram, o município de Baixo Guandu foi atingido novamente por uma forte chuva de granizo e rajadas de ventania na noite desta terça-feira, 20/10/2014. O susto foi grande, mas ninguém ficou ferido.

O vendaval provocou prejuízos e assustou os moradores do município localizado no noroeste do Espírito Santo na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais.

Duas casas foram destruídas e tiveram os telhados arrancados pela tempestade e as famílias desalojadas encaminhadas para casa de parentes. Intensidade da ventania foi 58 km/h segundo medição do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) derrubou um poste no Bairro Sapucaia, centro da cidade.

Mais de 4 mil pessoas ficaram sem luz por algumas horas. A energia foi restabelecida pela EDP Escelsa na madrugada de hoje, informou ontem o agente da Defesa Civil de Baixo Guandu Sandro Brandião.

De acordo com Sandro Brandião o vendaval durou 40 minutos e os ventos fortes também destelhou um galpão às margens da ES- 446. Os bairros Alto Guandu, Sapucaia e São Vicente foram os mais afetados pelo vendaval.

“As telhas galvanizadas foram parar no meio da estrada o que causou a interdição dos dois lados da rodovia. A pista só pode ser liberada por volta das 6h de ontem”, destacou.

O Corpo de Bombeiros de Colatina foi acionado para ajudar a desimpedir a pista das BR-446 e a remover galhos de árvores que caíram no trevo de acesso ao centro de Baixo Guandu, na BR-259 que ficou em meia pista.

O Incaper divulgou ontem que choveu pouco, 12,6 mm conforme registro do pluviômetro instalado no centro da cidade. Os Bombeiros e a Defesa Civil trabalharam a noite toda para retirar os destroços das casas e partes do telhado que ‘voou’ sobre os fios de alta tensão no Bairro Alto Guandu.

O meteorologista do Incaper, Bruce Pontes, explica a chuva de granizo que ocorreu em algumas regiões do Espírito Santo. “O granizo é muito comum ao longo de cadeias de montanhas, pois elas forçam os ventos para cima, intensificando as correntes de ar dentro das nuvens de tempestade”, detalhou.