Por meio de um comunicado, a Irmandade Muçulmana no Egito condenou nesta terça-feira o ataque realizado no sábado(23) contra um prédio das forças de segurança na província de Dakahliya, no Cairo que deixou pelo menos 14 mortos e mais de cem feridos.

O grupo também aproveitou para criticar as declarações do premiê Hazem Beblaui, que disse à agência oficial de notícias Mena logo após a explosão que a Irmandade mostrou “a sua cara mais cruel para atemorizar Egito e verter seu sangue”.

Beblaui também afirmou considerar a Irmandade um “grupo terrorista”.

O primeiro presidente eleito do Egito em décadas, que foi deposto por um golpe em julho passado, Mohamed Mursi, era integrante da Irmandade Muçulmana.Mulçu

“Não é uma surpresa que Beblaui, uma marionete da Junta Militar, tenha decidido se aproveitar do sangue de egípcios inocentes com declarações incendiárias a fim de fomentar uma maior violência, caos e instabilidade”, afirmou a Irmandade, antes de pedir por uma investigação do episódio.

Segundo o ministério do Interior egípcio, durante a noite, um caminhão carregado com dezenas de quilos de explosivos explodiu em frente a um edifício da polícia. Um edifício próximo desabou e as fachadas de outros prédios ficaram destruídas, contou um jornalista à agência de notícias AFP, que também viu um carro completamente destroçado.

Entre os mortos há dois coronéis, um sargento e cinco recrutas da polícia, ainda segundo a Mena.

Em janeiro que vem, os egípcios participam de um referendo constitucional que será o primeiro passo para celebrar eleições legislativas e presidenciais ao longo de 2014, o que é boicotado pela Irmandade, ainda em retaliação à deposição de Mursi.