SiteBarra+Barra+de+Sao+Francisco+aplicativo-Lulu0O Núcleo de Defesa do Consumidor, da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo, ingressou com uma Ação Civil Pública, na quinta-feira (05), contra o Facebook para preservar o direito a intimidade dos usuários da rede social. Na ação consta um pedido de liminar para que a rede social, em um prazo de 24 horas, impeça que os aplicativos “Lulu” e similares utilizem informações não autorizadas pelos usuários.

A medida é necessária, segundo o defensor Lucas Marcel Pereira Matias, pois o aplicativo viola a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. “Aplicativos como o “Lulu” têm uma conduta lesiva, que conta necessariamente com a intermediação do Facebook. Isso porque incentivam os usuários a utilizarem o anonimato para avaliar outros usuários, que não permitiram previamente o uso de seus dados e a exposição de sua imagem”.

O objetivo da liminar, de acordo com o defensor, é fazer com que o usuário tenha conhecimento prévio da exposição de sua imagem no “Lulu” ou qualquer aplicativo semelhante. “Assim o usuário saberá de modo claro, expresso e consciente que seus dados do Facebook serão utilizados em outras plataformas”, afirma Matias.

Polêmica na rede

Lançado na última semana de novembro, o aplicativo Lulu causou incômodo nos usuários que tiveram suas informações expostas na plataforma, sem prévio conhecimento.

A proposta do aplicativo é disponibilizar os perfis masculinos para avaliação das usuárias cadastradas. Utilizando hashtags e de forma anônima, as mulheres podem contar para toda a rede suas supostas experiências e impressões sobre o perfil analisado.

Após a criação do Lulu, surgiram informações na internet sobre o aplicativo Tubby, no qual os usuários masculinos poderiam avaliar perfis femininos. Antes mesmo de vir a público, o Tubby recebeu uma liminar contrária ao lançamento, proferida pelo Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais.

No entanto, nesta sexta-feira (06), foi veiculado um vídeo na página oficial do aplicativo, com indícios de que se trata de uma “pegadinha” para que os usuários reflitam sobre o uso da tecnologia nos relacionamentos. O Lulu, contudo, continua ativo e a permanece expondo usuários do Facebook.