juvenal_sao_paulo_arquivo_estadaoAs últimas intervenções no elenco e as declarações polêmicas estão minando o prestígio do presidente Juvenal Juvêncio com os jogadores. A irritação de Luis Fabiano com o dirigente apenas expôs uma fissura que vem crescendo nas últimas semanas; a avaliação do grupo é que Juvenal jogou o time na fogueira para tentar se eximir da responsabilidade do que chamou de semestre perdido.

O Estado testemunhou a conversa de um dos principais jogadores do elenco com um amigo e tomou conhecimento da insatisfação com o dirigente. Consultou outros atletas e pessoas próximas e se certificou de que a reclamação é generalizada.

Não faltaram reclamações sobre a forma como o presidente está tratando a situação. O afastamento de jogadores – incluindo Fabrício, querido pelo grupo, e Henrique Miranda e Luiz Eduardo, formados na base e que praticamente não entraram em campo – e o confinamento em Cotia após a eliminação para o Atlético-MG repercutiram mal, assim como declarar que aceitaria vender Luis Fabiano, um dos melhores jogadores da equipe. Os atletas acham que o companheiro foi sacrificado para prestar contas à torcida.

Juvenal sempre teve relativa proximidade com os atletas e é conhecido pela generosidade na distribuição de ‘bichos’ após o cumprimento de metas (títulos, vitórias em clássicos etc). Ele sempre foi visto como um dirigente transparente e de trato objetivo, capaz de resolver os problemas internamente. Os últimos gestos, no entanto, mudaram a percepção e quebraram a relação de confiança. Além de ter se distanciado, incumbiu a missão a Adalberto Baptista, que não tem a confiança do elenco.

Procurado, o presidente não atendeu às ligações para comentar o assunto.