redentor_realengo-2011Há dois anos, Wellington, de 23 anos, que tinha sido aluno da escola, entrou armado no colégio. Sem levantar suspeitas, ele se identificou como palestrante e começou os disparos passando pelos corredores e salas de aula. Em carta escrita antes do massacre, falava que cometeria os disparos porque as crianças estavam impuras. De acordo com testemunhas da época, Wellington tinha problemas de relacionamento com colegas na escola e sofria bullying.

Essa tragédia chocou muito o Brasil e o mundo pelos requintes de crueldade do assassino, ele chegou a visitar a escola uma semana antes do ocorrido talvez até para planejar em detalhes o massacre, usou um dispositivo chamado “speed loader” (usado pra carregar toda a munição do revolver de uma vez), enfim, ele foi à aquela escola com intuito de matar muito mais crianças.

Já se passaram 2 anos dessa tragédia,e a maneira fria como tudo aconteceu ainda nos deixa a pergunta: até que ponto estamos seguros?Em quem confiar?A segurança pública é o assunto mais discutido entre os políticos durante as eleições, na última campanha pra presidente chegou a ser anunciada um ministério dedicado a esta questão caso o candidato fosse eleito, mas ainda não da pra saber se essa seria a solução.

 A tentativa talvez mais revolucionária sobre a questão da segurança tenha sido o plebiscito de 2005 que discutiu a comercialização de arma de fogo e munição no Brasil, eles deveriam nos proteger e jogaram em nosso colo a decisão sobre o desarmamento. Talvez por achar que a nossa segurança estava mesmo em nossas mãos, a resposta do plebiscito foi NÃO.

Todos sabem da facilidade de se conseguir uma arma no Brasil, daí umas das respostas do por que brigas banais acabam acarretando em morte, e infelizmente também responde o porquê 12 crianças foram mortas friamente em Realengo em 2011.

Algo precisa urgentemente ser feito, não sabemos mesmo em quem e o quanto confiar, não da pra entender por que nada é feito e nem por que insistem em acreditar que homenagens nos confortam, engano tolo,apenas atitudes serão capazes de nos trazer alívio, e mais uma vez parece que essa atitude vai ter que partir do povo,o nosso futuro não pode mais morrer assim.

Mas agora deve-se deixar o choro e o descanso para aqueles que viram o seus anjos irem embora, e os demais mesmo com lagrima nos olhos devemos gritar:”Além de Deus, quem nos protege? Quem salva nosso futuro,nossos filhos?

 “Lembrar é reagir, esquecer é permitir”

Por: Tiago Quirino Dias