DSC08953Duas pessoas foram presas durante a noite da última segunda-feira (05 de março) suspeitas de envolvimento com o comércio de entorpecentes no Bairro Colina, em Barra de São Francisco, sob posse de drogas, durante uma operação da Polícia Militar em parceria com o Grupo de Apoio Operacional – GAO do 11º Batalhão de Polícia Militar. Oito militares participaram da operação que resultou também na apreensão 33 pedras de crack, 1 celular e 10 Reais em dinheiro.

Policiais militares realizavam patrulhamento preventivo pelo bairro à pé, quando por volta das 21 horas e 50 minutos das noite, se deslocaram a Rua Carlos Chagas, realizando averiguação de denúncias anônimas relatando que estavam sendo realizados comércio de drogas no local. Na rua os militares encontraram cinco indivíduos próximos a uma residência e com eles uma mulher de nome com as iniciais S.F.S., proprietária do imóvel, sendo que alguns conversavam na calçada e outros no quintal da casa. Dentre eles haviam dois menores de 17 anos.

Ao chegar ao local, os militares solicitaram que eles se posicionassem de acordo para que fossem revistados. Um deles se recusou, sendo necessário força policial para que fosse realizado a revista. Mas o que deixaria claro a venda de drogas no local foi outra atitude dentro do grupo de amigos.

Três dos policiais que faziam parte da guarnição perceberam que um deles, Wanderson Eugenio Pereira da Silva de 22 anos, desempregado, conhecido pelo apelido de “Dedeco,” morador da Rua Duque de Caxias, no mesmo bairro, jogou alguns objetos semelhantes a pedras no chão ao perceber que seria revistado. Desconfiados os militares recolheram os objetos e descobriram que se tratavam de 15 pedras de crack. Com Wanderson também foi encontrado 10 Reais em dinheiro. Foi quando, os policias resolveram vistoriar também o quintal em que alguns deles estavam e acharam mais 18 pedras de crack no chão, atrás da residência, o que os levou a entrar na moradia e estender a busca por drogas e produtos possivelmente ilícitos no local.

Dentro da casa de S.F.J. os militares encontraram três outras mulheres, sendo uma, menor de 14 anos. Ao questionar sobre as 18 pedras de crack encontradas atrás da residência, uma delas, Ester Faltz Senebre de 18 anos, desempregada e moradora da mesma rua onde fica a casa onde elas estavam, confessou que jogou do interior da casa para o quintal, as 18 pedras do entorpecente pela janela. Segundo a polícia Ester confessou ainda aos militares durante o interrogatório na residência, que realizava o comércio de entorpecentes no local e que as pedras de crack encontradas pertenciam a Wanderson. Os policiais que realizaram vistoria dentro da residência encontraram também um celular da marca Mirage de cor preta com detalhes em vermelho, que poderia estar relacionado ao tráfico de drogas possivelmente praticado pelos suspeitos.

Diante dos fatos e confissões, os policiais militares deram voz de prisão em flagrante delito a Wanderson  Eugenio Pereira da Silva e Ester Faltz Senebre, que foram algemados e conduzidos junto as testemunhas presentes no local e ao material apreendido, para a Delegacia de Polícia Civil de Barra de São Francisco, onde foram ouvidos. As testemunhas foram liberadas e os presos em flagrante foram autuados pelo Delegado plantonista Dr. Valentin Neto no artigo 33 e 35 da Lei 11343/2006 e encaminhados para o Centro de Detenção Provisória – CDP de São Domingos do Norte, onde aguardarão sentença judicial sobre seus delitos. Segundo informações da própria Polícia Civil nos autos do inquérito, a Polícia Militar já vinha investigando os acusados há algum tempo, devido a denúncias anônimas sobre a atuação dos suspeitos na comercialização de drogas no Bairro.

Por isso a importância sempre reforçada dos delegados de polícia civil, sobre a participação das comunidades ajudando no trabalho das polícias, denunciando anonimamente  pelo telefone criminosos que colocam em risco a integridade física, psicológica, moral e patrimonial dos cidadãos de bem na sociedade para que a polícia possa retirá-los das ruas, mantendo de volta a paz e a segurança dentro das comunidades. O telefone do serviço de Disque Denúncias da Polícia é o 181. O autor da ligação não precisa se identificar e se achar necessário a própria identificação sua identidade é mantida sobre o máximo e absoluto sigilo. Quem sai ganhando nesta boa ação é toda a comunidade.

Reportagem: Waschgton Rodes

Foto: Waschgton Rodes