A cada dia cresce a quantidade de vendas realizadas por meio de plataformas digitais, o chamado e-commerce. Este foi o tema do segundo encontro do Web em Destaque, realizado nesta terça-feira (20).

E para falar sobre este assunto, três especialistas na área foram convidados: Pedro Guasti – fundador do e-bit/Buscapé; Ronaldo Magalhães – gerente geral de e-commerce do Magazine Luiza e Pedro Donati – superintendente de internet no Itaú-Unibanco.

O primeiro a palestrar sobre o comércio digital foi Pedro Guasti. Ele destacou a potencialidade de crescimento do mercado brasileiro de vendas pela internet em plataformas digitais e móveis. O Brasil tem, segundo dados do IBGE, 80 milhões de pessoas conectadas à grande rede, sendo que a população está próxima dos 200 milhões.

“Desse montante conectado, metade de fato é consumidor digital. Isso sem falar no número de 240 milhões de linhas telefônicas móveis habilitadas no país, o que representa um nicho a ser explorado por meio das vendas realizadas pelos smartphones, por exemplo”, salientou Guasti.

Apenas em 2011 o e-commerce movimentou um total de R$ 18,7 bilhões em vendas, com um valor médio de R$ 350 por compra. Vale ressaltar que nestes números não estão computados compras de passagens aéreas e hospedagens em hotéis. Segundo Guasti, com a ascensão da Classe C e a consolidação da economia brasileira, estes números crescerão anualmente.Experiente neste ramo, Ronaldo Magalhães destaca as características que diferem as vendas onlines das físicas. Para ele é necessário ter um contato direto com o consumidor, mesmo estando separado por um computador ou aparelho celular.

“Mais do que nunca é necessário humanizar o atendimento. É fundamental. A loja deve se adaptar para estar onde, quando e como o cliente quer. Por isso a necessidade de se criar novos canais interativos, estar presente nas redes sociais e ouvir o que eles têm a dizer. Fazer com que o consumidor se sinta querido é primordial neste segmento, pois se isso for alcançado ele fideliza com a marca, e como se sabe, o comércio eletrônico não dá margem para erros na relação entre as partes”, argumentou.

Segmentação

Já para Pedro Donati a palavra que melhor define o e-commerce é inovação. “Saber os anseios de quem compra é mais que necessário. Sabendo-as é possível desenvolver estratégias de vendas específicas para determinado público consumidor. Quem conseguir desenvolver técnicas sairá ganhando, e muito”, reforçou.Para ele, o segmento só não cresce mais por conta da falta de preparo, em especial dos lojistas. “O empreendedor tem a vontade de criar uma loja virtual, mas quer criá-la como se fosse um ponto fixo de comércio. No meio digital é preciso caçar o cliente, enquanto que no varejo se pesca o consumidor”, definiu.