Capixaba Richarlison brilha e seleção brasileira goleia El Salvador; veja os gols

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Atualizado em 12 de setembro de 2018
Bruno V. J. de Jesus


Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Balanço das novidades: Richarlison, Arthur e Militão se destacam no início da renovação

Por Edgard Maciel de Sá, Washington, Estados Unidos

Começou a renovação da Seleção para a Copa América de 2019. E até menos a longo prazo visando a Copa do Mundo de 2022. Se contra os Estados Unidos o time titular foi a campo com dez remanescentes da Rússia, diante de El Salvador o panorama foi diferente. E na soma dos dois amistosos, três jogadores que nunca tinham jogado pela Seleção parecem ter ganho moral com Tite: Richarlison, Arthur e Éder Militão.

Fora da lista inicial (foi convocado após a lesão de Pedro), Richarlison deixa os Estados Unidos em alta. Depois de entrar no fim do primeiro jogo, o camisa 9 foi titular contra El Salvador. Saiu de campo com dois gols e um pênalti sofrido. Na soma dos dois jogos, atuou por 72 minutos. Segundo Tite, um atacante que ”cheira a gol”.

Os estreantes em minutos mais acréscimos:

  • Arthur: 103 minutos (2 jogos)
  • Éder Militão: 93 minutos (1)
  • Neto: 93 minutos (1)
  • Richarlison: 72 minutos (2)
  • Lucas Paquetá: 62 minutos (2)
  • Éverton: 51 minutos (2)
  • Felipe: 47 minutos (1)
  • Andreas Pereira: 23 minutos (1)
  • Hugo Souza: 0
Dos jogadores que nunca tinham jogado pela Seleção, Arthur foi quem mais recebeu minutos de Tite — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Dos jogadores que nunca tinham jogado pela Seleção, Arthur foi quem mais recebeu minutos de Tite — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

– Feliz por marcar dois gols. Só agradecer a Deus e meus companheiros que me deixaram na cara do gol. Pude aproveitar bem as chances, pude fazer dois gols, ajudar minha equipe…

Quero disputar a Copa América. Agora é dar sequência no Everton, continuar forte lá para voltar mais vezes à Seleção Richarlison

Arthur não ficou muito atrás. Convocado por Tite uma vez antes mesmo da Copa do Mundo, o agora volante do Barcelona foi elogiado pelo treinador em várias entrevistas, principalmente pela qualidade no passe. Foram 56 minutos jogados nos dois amistosos.

Já Militão atuou apenas contra El Salvador, mas foi dos estreantes foi aquele que mais tempo recebeu (93 minutos). No fim do jogo, chegou até a ser observado como zagueiro, posição que deve atuar no Porto. O teste não foi por acaso: Tite já tinha essa informação e pode até mesmo dar mais chances ao jogador na zaga do que na lateral futuramente.

”A formação dele é de zagueiro”, resumiu o treinador.

Outros estreantes, Dedé e Fabinho

Alguns jogadores, por mais que tenham ido a campo, não foram muito exigidos. Casos de Dedé, Felipe e Neto, que praticamente não foram ameaçados pelo ataque de El Salvador. Dos três, apenas o zagueiro do Cruzeiro, que jogou o primeiro tempo inteiro em Washington, já tinha defendido a Seleção.

Éder Militão: convocado como lateral, foi observado também como zagueiro — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Éder Militão: convocado como lateral, foi observado também como zagueiro — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Lucas Paquetá e Éverton ganharam bons minutos nos dois amistosos e tiveram atuações distintas. O atacante do Grêmio mostrou desenvoltura e habilidade. Contra El Salvador, teve duas boas chances e acertou uma bola na trave. Já o meia do Fla ainda não conseguiu repetir na Seleção o futebol que lhe tornou destaque no Rubro-Negro. Seu melhor momento foi um chute de fora da área defendido pelo goleiro Hernández.

– Esses jogadores jovens vão adquirindo corpo aos poucos. E o técnico e a comissão vão tendo tempo de observação sim – analisou Tite.

Depois de jogar a partida completa diante dos Estados Unidos, Fabinho não entrou em campo contra El Salvador. Mas a atuação no primeiro jogo rendeu elogios de Tite. Volante há dois anos, o jogador mostrou tranquilidade na lateral direita, sua posição de origem, e ainda sofreu um pênalti. Já Andreas Pereira teve pouquíssimo tempo para mostrar seu valor (23 minutos), enquanto o goleiro Hugo Souza, do sub-20 do Fla, foi o único dos 23 convocados que não entrou em campo.

Atuações: Richarlison brilha, e Neymar e Coutinho vão bem como coadjuvantes

Por GloboEsporte.com

Neto: Não teve trabalho algum e foi um simples espectador em campo. Difícil até de avaliar. Nota: 6,0

Éder Militão: Defensivamente, El Salvador não deu quase nada de trabalho – e até mudou de posição com Marquinhos no segundo tempo. Ofensivamente, foi bem. Merece elogios pela estreia. Nota: 7

Dedé: Por conta do compromisso com o Cruzeiro nesta quarta pela Copa do Brasil, jogou apenas os primeiros 45 minutos, justamente quando o time de El Salvador menos deu trabalho. Nota: 6,5

Melhores momentos: Brasil 5 x 0 El Salvador pelo amistoso internacional

Melhores momentos: Brasil 5 x 0 El Salvador pelo amistoso internacional

Marquinhos: No mesmo patamar de Dedé, com algumas diferenças. O ataque de El Salvador deu um pouco mais de trabalho na etapa final e ainda deixou o seu gol, de cabeça, no apagar das luzes. Foi observado como lateral-direito no fim do jogo. Nota: 7,5

Alex Sandro: No mesmo nível do restante da defesa. Não comprometeu, mas, ofensivamente, poderia ter aproveitado melhor a oportunidade. Nota: 6,5

Casemiro: Como de hábito, atuação segura e confiável. Teve a vida facilitada pela fragilidade do ataque adversário. Nota: 7

Arthur: Foi bem em sua primeira partida pela seleção brasileira. Ganhou bem na defesa e apareceu bem no ataque. Boa estreia como titular. Nota: 7,5

Philippe Coutinho: Não brilhou, como já se viu em outras ocasiões pela Seleção, mas teve seus momentos, inclusive marcando o seu gol e participando diretamente de outro (o segundo de Richarlison). Nota: 7,5

Douglas Costa: Nome do jogo contra os Estados Unidos, voltou a jogar bem. Não foi peça decisiva para a goleada, mas deu muito trabalho para a defesa salvadorenha. Impressionou mais uma vez pela velocidade: alcançou 36,2 km/h no lance em que disparou da pequena área do Brasil e deixou Neymar na cara do gol (o camisa 10 desperdiçou a chance após driblar o goleiro). Nota: 8

Neymar: Assistindo ao jogo, pode ter dado a impressão de que poderia ter jogado mais, sobretudo por cozinhar o jogo com a goleada resolvida no segundo tempo. Mas, aos olhos frios dos números, deu três assistências e ainda deixou o seu, ao abrir o placar de pênalti aos três de jogo. Ganhou a maioria dos lances. Nota: 8

Richarlison: O nome do jogo. Sofreu o pênalti no lance do gol de Neymar e ainda fez dois gols com méritos de atacante oportunista. Saiu aos oito da etapa final com a sensação de que fez o dever de casa com louvor para o professor Tite em sua primeira partida como titular. Nota: 8,5

Richarlison e Neymar se entenderam bem em Brasil x El Salvador — Foto: Pedro Martins / MoWA Press

Richarlison e Neymar se entenderam bem em Brasil x El Salvador — Foto: Pedro Martins / MoWA Press

Felipe: entrou no intervalo, no lugar de Dedé, e viu o adversário dar um pouco mais de trabalho. Nada de muito significativo. Esteve no mesmo nível do companheiro. Nota: 6,5

Fred: Mais um que entrou no intervalo e manteve o nível do companheiro. Nota: 6,5

Paquetá: Entrou com a partida resolvida e pegou a seleção brasileira já acomodada com o resultado. Como destaque, um bom chute rasteiro da entrada da área que deu trabalho ao goleiro. Nota: 7

Willian: Dá para usar exatamente a mesma avaliação de Paquetá. Entrou com a partida resolvida e, apesar de tentar uma jogada ou outra, pegou a seleção brasileira já acomodada com o resultado. Nota: 7

Everton: Dos que entraram na etapa final, foi o melhor. Buscou jogo, teve chances e poderia ter feito o seu. Perdeu duas boas oportunidades. Deve ter agradado a Tite. Nota: 7,5

Andreas Pereira: Entrou basicamente para fazer sua estreia na Seleção. Além do goleiro Hugo, era o único que não tinha mostrado seus serviços até substituir Arthur aos 29 da etapa final. Nota: 6,5

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