ES: torcedores cegos vibram e se emocionam ao acompanharem jogo do Brasil

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Atualizado em 4 de julho de 2018
Bruno V. J. de Jesus


Para eles, a narração faz toda a diferença. Com isso, a sala onde eles assistem aos jogos, no Instituto Braille, em Vitória, é toda adaptada com caixas de som.

Alguns deficientes preferem ouvir o jogo através do rádio do celular (Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta)

Alguns deficientes preferem ouvir o jogo através do rádio do celular (Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta)

Por Jorge Félix, TV Gazeta

“Enquanto vai sendo narrado o jogo, eu me sinto lá dentro, e a cada lance que tá sendo narrado, eu também tô no drible. Quando chega na frente do gol e faz o gol, é como se eu tivesse fazendo o gol”. Essa é a percepção do jornalista Manoel Peçanha a cada jogo da seleção brasileira nesta Copa do Mundo. Ele é deficiente visual e, junto com amigos do Instituto Braille, assistiu à partida desta segunda-feira (2) à sua maneira.

Eles não podem enxergar, mas com a audição mais aguçada, as emoções ficam à flor da pele. A cada gol, uma vibração. “A gente tem que deduzir, sentir, e como brasileiros, percebemos cada emoção que o Galvão [Bueno] vai colocando, e a gente vai caminhando com o coração”, explicou Manoel.

Para eles, a narração faz toda a diferença. Com isso, a sala onde eles assistem aos jogos, no Instituto Braille, em Vitória, é toda adaptada com caixas de som.

Instituto Braille foi equipado com caixas de som durante a partida (Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta)

Instituto Braille foi equipado com caixas de som durante a partida (Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta)

Apesar disso, o conselheiro fiscal Reinaldo Tomé contou que prefere ouvir o jogo pelo rádio, um recurso que está mais acostumado a usar para acompanhar outras partidas.

O rádio é bem melhor para nós entendermos o que está acontecendo no jogo, a emoção é muito grande“, falou.

A vitória da seleção brasileira por 2×0 contra o México foi motivo de muita comemoração entre os amigos, mas a alegria maior foi a da funcionária pública Geovana Santos, que ganhou o bolão ao acertar o placar final.

A gente vai pela emoção do narrador, e é através disso que a gente torce e vibra também. Não é por causa da nossa condição de não enxergar, que não vamos nos alegrar nessa época tão esperada por nós brasileiros“, finalizou.

Veja aqui a reportagem completa em vídeo

Vibração no Instituto Braille durante gol do Brasil (Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta)

Vibração no Instituto Braille durante gol do Brasil (Foto: Bernardo Bracony/TV Gazeta)

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