ES: marido dá socos, esfaqueia cabeleireira e diz “vai fazer curso no inferno”

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Atualizado em 5 de julho de 2018
Edmilson Batista


Uma mulher foi esfaqueada no bairro São João Batista, em Cariacica. O suspeito do crime é o marido dela, um motorista de aplicativo, de 39 anos, que não teria aceitado que a vítima participasse de um curso de beleza junto com uma amiga. Ela acabou ferida no pescoço e nas costas, além de ficar com várias escoriações pelo corpo.

“Ele não queria que eu fizesse com uma colega de trabalho, porque ele não gosta dela. Ele teve uma discussão com ela um tempo atrás e acha que eu também deveria cortar relação”, contou a vítima.

Depois de ser atingida por socos, a cabeleireira tentou se proteger. Ela correu para a casa da tia do marido, que fica no mesmo quintal da residência da família. Lá as agressões pioraram. “Primeiro foi com socos na cabeça, nas costas, e depois ele veio com a faca. Ele veio muito nervoso, alterado e aí veio com a faca. Ele a todo momento falava: ‘você quer fazer curso? Vai fazer curso no inferno’. Ele falava que ia me matar. Ele ameaçou até a tia dele. Eu tentei sair dele, na tentativa de correr eu acabei rolando em uma ladeira e já estava com o pescoço sangrando. Nesse meio tempo ele pegou a minha filha e o meu filho, para tentar me defender, empurrou o pai”, relatou a mulher.

Mãe e filho precisaram de atendimento médico. O adolescente tem 14 anos. O pai dele tentou se refugiar na casa dos avós do garoto, em Vale Encantado, Vila Velha, para onde chegou a levar a caçula do casal. Quando o conselho tutelar foi pegar a criança, o pai discordou. A polícia foi chamada e acabou detendo o motorista. Ele foi levado para a delegacia e autuado pela Lei Maria da Penha e tentativa de homicídio. Antes de ser levado para o presídio, não quis falar sobre o que ocorreu.

A mulher contou que o relacionamento de 15 anos foi marcado por bons e maus momentos, mas que ela nunca havia denunciado o marido. “Ele muda de humor por pouca coisa e muitas discussões eram na frente dos filhos. Ele já me agrediu outras vezes, mas não nessa gravidade. Eu quero justiça, pois não é fácil passar por uma situação dessas”, afirmou.

Fonte: Folha Vitória

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