Líder religioso vai ser investigado no caso dos irmãos mortos em incêndio no ES

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Atualizado em 28 de junho de 2018
Diego Vinícius


Absaí é amigo de George Alves e Juliana Sales, pais das crianças, que estão presos preventivamente. Os dois, que atuavam como pastores na Igreja Batista Vida e Paz de Linhares, são réus por duplo estupro, duplo homicídio e fraude processual.

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Por Érika Carvalho, TV Gazeta

O pastor Abisaí Junior, um dos líderes da Igreja Batista Vida e Paz de Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo, vai ser investigado por falso testemunho em depoimento prestado à polícia sobre morte dos irmãos Joaquim, de 3 anos, e Kauã, de 6 anos, em Linhares. O pedido da nova investigação foi feito pelo Ministério Público Estadual (MP-ES).

O G1 tentou contato com Absaí por telefone, mas a reportagem não foi atendida até esta publicação.

Absaí é amigo de George Alves e Juliana Sales, pais das crianças, que estão presos preventivamente. Os dois, que atuavam como pastores na Igreja Batista Vida e Paz de Linhares, são réus por duplo estupro, duplo homicídio e fraude processual. George ainda é réu pelo crime de tortura.

O pedido de abertura de uma nova investigação foi feito pela promotora Rachel Tannembaum, responsável pelo caso na Promotoria de Linhares. A Promotoria não deu detalhes sobre o que foi dito no depoimento de Absaí e nem por qual motivo ele foi considerado falso.

Defesa de Juliana e George

A advogada Milena Freire conversou pela primeira vez com o G1, no final da tarde desta terça-feira (26), e disse que George e Juliana são inocentes. Segundo Milena, as mensagens encontradas nos celulares dos réus, que deram base à decisão da prisão preventiva dos dois, foram usadas fora de contexto.

Pastor George Alves e a pastora Juliana Sales foram presos por causa da morte dos irmãos Kauã e Joaquim (Foto: Rafael Zambe/ TV Gazeta)

Pastor George Alves e a pastora Juliana Sales foram presos por causa da morte dos irmãos Kauã e Joaquim (Foto: Rafael Zambe/ TV Gazeta)

Acusação

Os filhos da pastora morreram em um incêndio no dia 21 de abril, emLinhares. George, que é pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças.

Já Juliana foi presa porque, segundo denúncia do Ministério Público, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam. A pastora está presa em Minas Gerais e não há informações sobre a transferência dela para o Espírito Santo.

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