Irmão de Georgeval: ‘acredito que alguém entrou lá antes, sabendo que meu irmão estava sozinho’

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Atualizado em 30 de junho de 2018
Diego Vinícius


O irmão de Georgeval Alves, acusado de estuprar, espancar e atear fogo nos irmãos Joaquim Alves, de 3 anos, e Kauã Salles Burkovsky, de 6, afirmou que, apesar das evidências levantadas pela Polícia Civil, acredita na inoscência do irmão. Em entrevista exclusiva ao editor do Folha Vitória, André Vinícius Carneiro, Cléber Alves Gonçalves considerou a possibilidade de Georgeval ter sido prejudicado por outra pessoa.

“Eu acho que meu irmão é inocente, mas aí vem esses laudos [que incriminam Georgeval] e é complicado. Eu acredito que alguém entrou lá antes e fez alguma coisa ou já tinham premeditado isso, sabendo que meu irmão estava sozinho”, afirmou.

Cléber, único familiar de Georgeval que mora no Espírito Santo, não soube dizer exatamente o que acredita que pode ter provocado o incêndio que resultou na morte das duas crianças, no último dia 21 de abril.

“Eu acho que foi o que falaram, que pegou fogo no quarto, mas eu não sei por qual motivo. Eu não estou por dentro como a maioria está, pois não tenho muito tempo, mas eu fiquei sabendo que poderia ter sido o ar condicionado. Eu não consigo acreditar no que a polícia disse que ele fez. Meu irmão não teria capacidade de fazer isso. Não tem como, ele não demonstrava nada. Uma pessoa quando é agressiva, arrogante, eu não via isso nele. Ele tinha seus temperamentos, mas para fazer uma coisa dessa com os filhos, pelo que conheço meu irmão, ele não teria coragem de fazer isso”, ressaltou Cléber.

Mesmo acreditando na inoscência de Georgeval, Cléber disse que não tem condições de afirmar se o irmão cometeu ou não os crimes pelos quais responde. “Eu não estou na mente de ninguém. Ele é um ser humano como qualquer outro, mas pelo o que eu conheço do meu irmão eu não consigo acreditar. Eu não posso falar que não foi, porque eu não sei. Eu não gosto de mentir. Se eu falar que ele não fez, que coloco a mão no fogo… cada um tem um modo de pensar. Meu modo de pensar é esse. Eu não acredito que ele tenha feito isso pelo fato de conhecer ele. Ele ajudava as pessoas, de ver o que ele fez por muita gente, pelos filhos e pela minha filha também. Mas eu não estava lá, não posso falar uma coisa que eu não sei. É complicado mesmo”.

Georgeval Alves está preso há dois meses pela acusação de ter estuprado e matado o filho e o enteado. Ele responde por duplo homicídio triplamente qualificado (emprego de fogo; uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e para assegurar a ocultação de outro crime) e duplo estupro de vulnerável (majorado por ser ascendente de uma das vítimas e padrasto da outra).

Já Juliana Salles, esposa de Georgeval e mãe de Joaquim e Kauã, foi presa na madrugada do último dia 20, no município de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Juliana responderá pelos mesmos crimes que o marido, pois, segundo entendimento do Ministério Público Estadual (MPES), ela sabia que os dois sofriam abusos sexuais por parte de Georgeval e, mesmo assim, não tomou qualquer medida para pôr fim aos atos criminosos do marido.

Fonte: Folha Vitória

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