Falso testemunho: pastor teria dito à polícia que Georgeval tinha queimaduras pelo corpo

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Atualizado em 28 de junho de 2018
Diego Vinícius


O pastor, que é um dos líderes da Igreja Batista Vida e Paz, em Conceição da Barra, no norte do Estado, deverá ser intimado a prestar um novo depoimento. A intimação será por carta precatória, já que Abisai tem residência em Conceição da Barra.

Laudo apontou que Georgeval tinha apenas uma marca de queimadura, do tamanho de uma moeda, na sola do pé | Foto: Reprodução

Por Rodrigo Araújo / Folha Vitória

O pastor Abisai Júnior, amigo do casal Georgeval Alves e Juliana Sales, teria dito, em depoimento à Polícia Civil de Linhares, que, após a morte dos irmãos Joaquim Alves Sales, de 3 anos, e Kauã Sales Butkovsky, de 6, Georgeval estava com os lábios queimados e pretos, com a ponta da orelha queimada e com os pés pretos e machucados.

Segundo informações obtidas pelo jornal online Folha Vitória, esse foi o motivo de o Ministério Público Estadual (MPES) ter pedido abertura de inquérito contra Abisai Júnior por falso testemunho.

O pastor, que é um dos líderes da Igreja Batista Vida e Paz, em Conceição da Barra, no norte do Estado, deverá ser intimado a prestar um novo depoimento. A intimação será por carta precatória, já que Abisai tem residência em Conceição da Barra. Dias depois da morte de Joaquim e Kauã, ele esteve na Delegacia Regional de Linhares, junto com outro pastor, para prestar informações à polícia, a pedido dos advogados de defesa de Georgeval.

Poucos dias após a tragédia, Georgeval declarou que queimou as mãos e os pés ao tentar salvar as crianças das chamas. Porém, um laudo de exame corporal apontou que o suspeito tinha uma marca de queimadura do tamanho de uma moeda na sola de um dos pés. Além disso, um prontuário médico do Hospital Geral de Linhares (HGL), feito horas depois da morte dos dois irmãos, não relata nenhuma tipo de queimadura no suspeito.

Georgeval Alves e Juliana Sales estão presos. Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, é suspeito de estuprar, espancar e queimar até a morte as duas crianças. Já a mãe dos meninos é suspeita de saber e não denunciar os maus tratos contra os filhos, antes mesmo do que aconteceu na madrugada do dia 21 de abril, em Linhares.

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