Cidades Interativas: o que é e como ela vai mudar sua vida?

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Atualizado em 30 de junho de 2018
Gustavo F. G. Ribeiro


Pensar que um dia você poderia dialogar com sua cidade é algo que antes só poderia ser imaginado por leitores e fãs de histórias de ficção. Vivemos a era da Internet das Coisas, onde o tempo é um bem precioso. Um minuto pode ser tempo suficiente para compartilhar vídeos no Instagram, twittar opiniões e até mesmo acessar um amigo em outro continente. O dia sempre terá suas 24 horas, mas as opções do que podemos fazer com elas não para de se multiplicar.

Neste cenário onde a sociedade moderna encontra-se permanentemente conectada, surgiu o conceito de Cidade Interativa: o ambiente que permite espaço para a comunicação, informação, diálogo entre todos os que experimentam a vida nas metrópoles, sejam habitantes ou turistas. A integração de sistemas de localização e navegação online, permitem o acesso a rotas e experiências de todos os tipos.

Em Atlanta, nos EUA, por exemplo, o simples caminhar pelas ruas da cidade abre espaço para a interação com passagens e personagens marcantes da Guerra Civil Americana. O locais que foram palco de batalhas e momentos históricos estão lá, preparados e prontos para serem desvendados, e oferecendo rotas e experiências enriquecedoras através da tecnologia interativa presente literalmente na palma de sua mão.

Nas Cidades Interativas a informação é organizada em forma de estímulos, como se convidando que moradores saiam de casa e se envolvam com tudo o que a cidade pode oferecer.

“Ter a cidade na palma da mão, altera a referência de valor. Lugares por onde passamos e muitas vezes desconhecemos ou damos pouca atenção, podem traduzir grandes experiências. Desta forma, tendo mais motivos para sair de casa, as pessoas interagem mais, se divertem mais e consomem mais. Por conta disto, movimentam mais a economia”, explica o criador do conceito, Paulo Hansted.

Estima-se que as Cidades Interativas tenham o poder de triplicar o valor econômico gerado por cidadãos e turistas. Por este caminho a dinâmica da relação entre moradores e as cidades onde vivem já está começando a ser redesenhada para melhor. Hansted complementa: “Onde quer que esteja, da forma que preferir, mais do que nunca as cidades vão estar na palma das mãos de seus moradores e visitantes, permitindo estabelecer uma intimidade que beneficiará a todos, das formas mais variadas. Este cenário vai alterar a referência de tempo, distância e até mesmo de percepção de valor de tudo que nos cerca.”

E como isso vai funcionar?

Na web, onde as pessoas tendem a ter menos pressa, o usuário pode estabelecer os primeiros contatos com a região e suas atrações. Dinâmica essencial até para se planejar e decidir pelo destino. No mobile, quando já estiver presente no local, a pessoa pode consultar e receber estímulos personalizados de atrações por perfil, distância, gênero, a cidade na palma da mão. Através de códigos bidimensionais aplicados a atrações turísticas e fazendo uso do celular, ele poderá ampliar e aprofundar sua experiência no local com acesso a informações por meio de vídeos, textos e fotos.

Como resultado, mais visitantes transitando e interagindo com a cidade, compartilhando suas impressões positivas, e consequentemente gerando mais empregos, mais circulação de dinheiro, fortalecendo e desenvolvendo a economia local.

E quem ganha com isso?

“Todo mundo: os turistas, o comércio e o próprio cidadão. Estimamos que a adoção do sistema de cidades interativas na região, possa não somente aumentar o tempo de permanência, mas acima de tudo dinamizar o valor econômico gerado pelo turista, podendo mais do que dobrar o ticket médio de consumo”, finaliza Hansted.

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