Cara e crachá: deputados capixabas que votaram contra a lava-jato

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Atualizado em 22 de junho de 2018
Luiz Carlos Moreira (Rei)


Os deputados da bancada capixaba envolvidos na “trapalhada” das assinaturas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato, tudo indica, ainda terão que gastar muita saliva e argumentos nas redes sociais para tentar explicar porque apoiaram a investigação e, depois da repercussão, decidiram recuar, em tom de “enganados”.

A estratégia emergencial para tentar se livrar da marca de acabar com a Lava Jato, como circula em tudo quanto é lugar, não vingou nesta quinta-feira (21).

A Mesa da Câmara dos Deputados rejeitou o pedido que pretendia barrar a criação da CPI. Cinco parlamentares capixabas “arrependidos” aparecem entre os 78 requerimentos: Lelo Coimbra (MDB); Paulo Foletto (PSB); Evair de Melo e Marcus Vicente, PP; e Jorge Silva (SD).

A conta, porém, não fechou: para atingir o objetivo, seriam necessárias 96 assinaturas. Fracasso na articulação, os deputados permanecem no olho do furação, em ano de eleição. A lista, com cara e crachá, já “caiu na rede”.

Atrás do prejuízo

A corrida contra o tempo para se explicar começou no início da semana. Lelo e Foletto publicaram notas e vídeos; Jorge Silva só nota; e os deputados do PP acharam melhor “deixar baixo”, embora tenham feito declarações à imprensa.

Atrás do prejuízo II

A alegação dos arrependidos é que a CPI, proposta pelo líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), tinha uma justificativa e, depois, passou a ser uma medida de enfraquecimento da Lava Jato. Na assinatura oficial, fala de investigação “do uso indevido da delação premiada e de escritórios de advocacia”.

‘Putz’

E o pior: ainda tem deputado que acha tranquilo dizer que não leu direito a proposta…tão surreal como corriqueiro nos legislativos do País.

Assinaturas mantidas

No final das contas, então, os únicos que sabiam o que estavam fazendo eram os deputados Givaldo Vieira (PCdoB) e Helder Salomão (PT)?

Com informações do Século Diário

 

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