ES: menino de cinco anos morre eletrocutado ao sair do banho

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Atualizado em 6 de agosto de 2017
Juliana Souza Ferraz


“Quando ouvi meu filho gritando ‘mãe, mãe’, corri para ajudar sem saber o que era. Meu filho já estava todo endurecido. O corpo, ainda molhado, ajudou a eletricidade passar. Tentei socorrê-lo e também fiquei agarrado a ele, devido à energia. Só consegui soltá-lo quando puxei os fios da tomada que estavam ligados”, detalhou o pai.

Elton Fernandes, 30 anos, chegou a socorrer o filho para o PA, mas o menino não resistiu (Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)

Por Glacieri Carraretto, A Gazeta

Um menino de cinco anos morreu após ser eletrocutado em um fio elétrico ao sair do banho, neste sábado (5), em Cariacica, no Espírito Santo. A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

O pai do menino, o pedreiro Elton Fernandes, 30 anos, contou que a esposa dava banho no menino e em um dos outros quatro filhos do casal. A mulher pediu para Elton colocar água para ferver no fogão com o objetivo de amornar a água em baldes para dar banho nos nossos outros três filhos do casal.

Enquanto Elton estava no fogão, a esposa saiu com o filho de 8 anos para o quarto, enrolado em uma toalha, e deixou o caçula, Carlos Alexandre Pereira Fernandes, de cinco anos, no banheiro aguardando ela retornar com uma toalha. Porém, Carlos acabou tocando o fio de onde pendia a lâmpada do banheiro.

“Quando ouvi meu filho gritando ‘mãe, mãe’, corri para ajudar sem saber o que era. Meu filho já estava todo endurecido. O corpo, ainda molhado, ajudou a eletricidade passar. Tentei socorrê-lo e também fiquei agarrado a ele, devido à energia. Só consegui soltá-lo quando puxei os fios da tomada que estavam ligados”, detalhou o pedreiro.

Elton saiu de casa à procura de ajuda enquanto a esposa tentava acudir o filho. O pai conseguiu que uma vizinha os levasse para o Pronto Atendimento de Alto Lage, em Cariacica. Os médicos tentaram reanimar o menino, mas em vão.

O corpo de Carlos Alexandre foi levado para o Departamento Médico Legal (DML), de Vitória. No início da manhã deste domingo (6), Elton, acompanhado de uma vizinha, esteve no DML para realizar os procedimentos de liberação do corpo para o velório.

Desnorteado, disse que não sabe como vai ser a vida sem o menino. “Era meu caçula, meu sapequinha. Dormia entre a gente, fazendo carinho na minha orelha. Meus outros filhos perguntam dele e não sei o que responder. Papai do céu levou o meu menino”, disse, chorando muito.

O casal se mudou para a casa em Itapemirim, Cariacica, há apenas 15 dias. “Fomos despejados da casa onde morávamos de favor em outro bairro. Por isso, minha família teve que ir morar nessa casa que está em construção ainda. Eu mesmo fiz essa instalação improvisada pra não deixar meus filhos no escuro e entre mosquitos, pois moramos ao lado de um valão”, contou o pedreiro, que atualmente está desempregado.

O casal possui outros quatro filhos além de Carlos Alexandre, que era o caçula com cinco anos, e a adolescente mais velha tem 16 anos.

“Sou pai de cinco crianças, sei que todo cuidado é pouco. Mas só eu sei o que estou sentindo nesse momento”, disse na porta do DML.

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