Gêmeas capixabas vão comemorar 100 anos e contam segredo para viver mais

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Atualizado em 9 de maio de 2017
Kelly Fernandes


Gêmeas do ES vão comemorar 100 anos e contam segredo para viver mais (Foto: Samira Ferreira/ A Gazeta)

As gêmeas Maria Pignaton Pontin e Paulina Pignaton Pandolfi, nascidas no distrito de Santo Antônio, em Ibiraçu, Norte do Espírito Santo, vão aniversário no dia 24 de maio. Seria apenas mais uma comemoração se não fosse o fato de que as irmãs completarão 100 anos, lúcidas e cheias de vida.

A reportagem esteve na casa da Paulina, em João Neiva, onde as gêmeas estavam juntas no último fim de semana. Maria, na verdade, mora no município de Aracruz, a pouco mais de 30 quilômetros de distância. Durante quase toda a entrevista, as duas permaneceram de mãos dadas. Sempre que podem, elas estão juntas.

Tem muitos irmãos (são mais cinco), mas nós ficamos sempre juntas. Nós não nascemos juntas?”, brincou Maria. Depois que perdeu o marido, ela passou cinco meses com Paulina.

O fato de estarem sempre juntas não significa, no entanto, que elas sejam parecidas e que não discutam de vez em quando. Segundo os próprios familiares, Paulina é mais caseira e vive na própria casa. “A vovó vive na casa dela. Ela não aceita muito ficar na dos filhos. Então, ela tem uma cuidadora, que fica de dia, de noite e nos finais de semana”, disse a neta de Paulina, Tatiani Mai.

Já Maria gosta de passear e vive com uma filha, mas tem um comportamento independente dentro de casa.

“Ela toma o café da manhã sozinha, não necessita de eu ficar do lado. Só tem um remédio que toma por conta própria, eu não preciso interferir. Dorme tranquilamente, não perturba de noite, vai ao banheiro e toma banho sozinha, se alimenta muito bem”, comenta a filha Lucineia Maria Pontin.

Família das gêmeas reunidas em João Neiva (Foto: Samira Ferreira/ A Gazeta)

Saúde

Maria, de acordo com a própria irmã, também tem mais saúde. “Nunca tive saúde perfeita”, disse Paulina, e sua neta Tatiani conta que a avó já passou por três infartos e um câncer no intestino, e se recuperou de todos eles.

“No último infarto, ela ficou na UTI em Colatina e o médico ligou porque era para a gente buscar para ela morrer em casa. E a gente veio correndo embora. Ela chegou aqui, passou mal, voltou para o hospital de João Neiva, ficou lá mais uns 10 dias e voltou. O médico achava que ela não iria nem andar mais. E ela se recuperou. Anda, faz as coisinhas dela, comidinhas. Voltou à vida normal.”

Já Maria nunca passou por uma operação mais séria, mas perdeu a visão de um olho em uma cirurgia de catarata. Mas isso não impede que ela se dedique à leitura.

O que desenvolve a mente da minha mãe para ela ter essa memória maravilhosa é leitura. Ela lê muito bem com a outra vista todos os dias de manhã. Depois do café, ela lê mais ou menos uma hora. Gosta de jornal, de saber de tudo, se orienta das melhores formas possíveis para ficar por dentro. Ela não é parada, de jeito nenhum. Não adianta, ninguém segura”, diz Lucineia.

O segredo para chegarem aos 100 anos? As irmãs dizem que é a fé e o cuidado com a alimentação. Elas também nunca beberam, nem fumaram. “Foi Deus que nos trouxe até aqui. É a fé”, disse Paulina. Maria faz coro com a irmã. “A gente pensa muito em Deus, nosso Pai.”

Sobre a alimentação, a dica é consumir muita fruta, menos gordura, pouca carne e mais verdura, de acordo com Maria. “Biscoito, pão e café com leite de vez em quando”, acrescentou. “Belisca todo dia”, entregou Paulina. De origem italiana, ela também recomenda “muito leite e polenta” para os mais jovens.

Festa de comemoração ao centenário das irmãs em Ibiraçu

De acordo com Carlos Alberto Pontin, filho de Maria, uma grande festa está programada para o próximo dia 20, em um cerimonial de Ibiraçu, e deve reunir mais de 100 pessoas, já que a família é grande.

Maria tem cinco filhos (uma já falecida), 12 netos, 7 bisnetos e um tataraneto. Paulina tem seis filhos (um falecido), 19 netos e 16 bisnetos. As duas têm ainda mais cinco irmãos vivos, de um total de 18.

Não é qualquer dia que se faz 100 anos. Apesar de alguma coisa que a tia Paulina passou, elas estão lúcidas, passeiam. A mamãe, por exemplo, passeia muito. Esses dias ela foi num casamento em Montanha e ficou na festa até as 2 horas da manhã. Então ela é muito ativa”, diz Carlos Alberto, que torce para o restante da família ter a vitalidade das gêmeas. “Vamos ver se a gente chega pelo menos nos 80.”

Fonte: A Gazeta

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