ES tem mais de 2 mil carros com suspeita de placa clonada

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Atualizado em 10 de janeiro de 2017
Regis Coelho


TV Vitória

O Espírito Santo atualmente tem mais de 2,2 mil carros com suspeita de placa clonada circulando por aí. A estimativa é do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES).

O crime normalmente é cometido por bandidos para despistar a polícia nas fiscalizações. Um carro roubado recebe uma placa falsa, que é uma cópia da placa de outro carro com as mesmas características e totalmente legalizado.

Só é possível saber da falsificação se for feita a verificação do chassi do veículo e comparar com o do cadastro da placa no Detran. No entanto, nem sempre essa comparação acontece.

O diretor de habilitação e veículos do Detran, José Eduardo de Souza Oliveira, ressaltou que o órgão só fica sabendo que uma placa pode ser clone se o dono do carro clonado descobrir e avisar.

“Provavelmente o proprietário do veículo vai receber uma notificação de uma infração da qual ele não foi responsável e, às vezes, em um lugar onde ele nunca foi. Ele deve procurar a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos e fazer uma vistoria. Essa vistoria vai dizer que o veículo que está com ele é o veiculo original. De posse dessa vistoria, ele procura o Detran, em uma Ciretran, e faz o comunicado de suspeita de clonagem. Aí essa informação vai ficar registrada no dossiê do veículo, no sistema do Detran. Então qualquer agente fiscalizador que fizer a consulta vai constar essa informação: veículo com suspeita de clonagem”, explicou.

Depois vem outra dor de cabeça: correr atrás do prejuízo. Uma placa clonada geralmente coleciona multas e cancelar essas multas, emitidas de forma indevida, é a segunda parte do trabalho.

“Apresentando as provas, como a vistoria, recolhendo fotos do outro veículo, se for uma infração que contenha foto, fazendo a comparação. O proprietário do veículo anexa todos os documentos no seu recurso e, neste recurso, quem estiver analisando provavelmente vai deferir o pedido”, frisou Oliveira.

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