Brasil: policial civil mata irmã a tiros dentro de casa

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Atualizado em 9 de janeiro de 2017
Diego Vinícius

POR BRUNO CALIXTO, LUIZ ERNESTO MAGALHÃES E GUSTAVO GOULART
O GLOBO

Baleada pelo irmão durante uma discussão por causa de uma herança de família, a policial civil Glória Fabiane morreu no fim da noite de domingo no Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea. O atirador, o também policial civil Fernando Rogério de Souza Melo, lotado na 15ª DP (Gávea), se entregou depois de uma negociação que contou com a ajuda de outro irmão, também policial civil. Os disparos foram feitos na casa onde os dois moravam, na Rua Maria Eugênia 221, no Humaitá.

Fernando Rogério foi autuado por homicídio e depois levado para o Instituto Pinel para tratar de supostos problemas mentais. O motivo do crime teria sido, segundo a polícia, uma disputa pela casa, de dois andares, onde moravam, que é uma herança da avó.

A vítima foi socorrida depois que uma parente procurou ajuda no quartel dos Bombeiros do Humaitá. O irmão que negociou a rendição, identificado apenas como Francisco, relatou que estava em casa na Tijuca quando soube do caso. Ele reclamou que antes de uma conhecida ir ao quartel teve dificuldades para conseguir uma ambulância.

— E só pedir as gravações. O quartel dos bombeiros alegava que era com o Samu. E o Samu dizia que a questão era caso de polícia. Deu tempo de chegar em Botafogo e eu mesmo tratar do caso — disse o policial, cuja camisa tinha marcas de sangue.

Os tiros assustaram moradores e comerciantes no entorno. Os disparos puderam ser ouvidos nas imediações da Cobal do Humaitá. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo). Mas, após a morte de Glória, a Delegacia de Homicídios (DH) da capital assumiu as investigações do caso.

De acordo com o relato do porteiro de um prédio, o tiroteio durou pelo menos 20 minutos.

— Eu cheguei a ouvir uma rajada — contou uma testemunha, que conta que logo após os primeiros tiros uma mulher desceu e procurou ajuda no Corpo de bombeiros do Humaitá. Segundo um soldado dos bombeiros, a vítima foi socorrida por uma ambulância da corporação. O policiamento foi reforçado no local.

No início da noite, bandidos atiram durante tentativa de assalto a joalheria no Botafogo Praia Shopping, na Zona Sul do Rio.

A comerciante Sumária Leal se surpreendeu ao chegar do trabalho na noite deste domingo. Ela trabalha no Botafogo Praia Shopping e mora na Rua Vitório da Costa, no Humaitá.

— Ainda estou assustada com a tentativa de assalto no shopping. Agora tem um problema perto de casa. Hoje não é meu dia. Parece perseguição — relata.

Usuários postaram nas redes o clima de terror no bairro. Um internauta afirma que a Rua Vitório da Costa ficou com cheiro de pólvora e que viu uma ambulância trafegar na contramão.

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