Futebol já pode ser apitado pela TV; saiba como é

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Atualizado em 25 de dezembro de 2016
Fernando Pereira

Por Vinicius Andreoli

A polêmica nunca esteve tão em alta no futebol quanto hoje. O uso da tecnologia para ajudar a minimizar erros de arbitragem é algo comum no vôlei, tênis e basquete só para citar os esportes mais populares. A utilização desses recursos no futebol é muito primitiva ainda, cabendo somente aos olhos do árbitro e seus auxiliares a responsabilidade de fazer valer as regras.

Baseado nisso, a FIFA já autorizou alguns países, inclusive o Brasil, a usarem em caráter de teste o chamado árbitro assistente de vídeo. Pelo projeto, em caso de dúvida o juiz pode consultar um assistente que terá acesso às imagens da partida e revisar o lance. O assistente também pode chamar o juiz e informá-lo caso tenha ocorrido algum erro. O auxílio só será permitido para decidir se um gol foi válido ou não, marcações de pênalti, casos de expulsão ou ainda identificar um jogador por infração cometida. Além dos torneios organizados pela CBF como Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, Austrália, Alemanha, Portugal, Inglaterra e Estados Unidos também estão liberados a testar a novidade que pode ser feita em simulações, chamadas “offline”, e também em alguns jogos ao vivo.

Foi o que aconteceu em um jogo entre New York Red Bulls II e Orlando City II válido pela United Soccer League (USL), equivalente à terceira divisão dos EUA. Pela primeira vez na história, o árbitro consultou um auxiliar que segurava um monitor de vídeo atrás da linha de fundo para confirmar um pênalti e expulsar o defensor do Orlando pela falta cometida dentro da área.

No Brasil, devemos ver algo parecido, a única diferença é que o auxiliar ficaria dentro de uma sala com acesso às imagens em comunicação com o árbitro. A CBF já declarou que pretende usar o recurso no Brasileirão de 2017, mas depende ainda da autorização da FIFA, que deve usar o Mundial de Clubes deste ano como o teste final antes de permitir que o experimento seja utilizado ao vivo nas disputas do ano que vem. A International Board, órgão que regulamenta e elabora as regras do futebol, decidirá até 2019 se a experiência fará parte das regras oficiais do esporte.

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